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Como conseguir um mentor para sua startup

17/9/2013

Como deve ser a escolha do mentor e o processo para convencê-lo a te ajudar no novo negócio

Já imaginou se você pudesse ter alguém mais experiente e seguro para te acompanhar na criação de uma startup? A maioria dos empreendedores gostaria de contar com esta ajuda na hora de começar um negócio. Por isso, ter um mentor é importante neste momento. A experiência prévia e os conselhos podem ser muito úteis para que o empreendedor não falhe antes mesmo de começar.

Prática comum nos Estados Unidos, a mentoria deve ser periódica e exige disponibilidade do mentor escolhido. "Um mentor tem um nível de exigência menor do que o investidor porque está ali para ajudar nos passos iniciais", explica Cassio Spina, investidor-anjo e diretor da associação Anjos do Brasil.

Antes de pedir a qualquer executivo que seja o mentor da sua startup, tenha bastante claro quais são as habilidades que você precisa. "Isso varia muito de acordo com a perspectiva de cada empreendedor: o mentor vai abrir portas, vai trazer novas perspectivas", questiona Camila Farani, diretora da Gávea Angels e co-fundadora da Lab 22. Veja as dicas de Spina e Camila para conseguir o mentor ideal para o seu negócio.

1. Tenha objetivos claros

Sem demonstrar capacidade, o mentor dificilmente vai querer se juntar a você. Por isso, é bom começar mostrando sua situação e indicando claramente os objetivos da parceria. "Mostre o modelo de negócios que está querendo desenvolver e saiba quais são os próximos passos que quer tomar. Precisa ter objetivos, dizer o que quer e ter algo para apresentar sobre o que pretende fazer", explica Spina.

Identifique que tipo de mentor seria mais vantajoso para o seu negócio: com conhecimento técnico ou de gestão, por exemplo. "Procure pessoas com competências que você conheça e que te inspirem. Pode ser um antigo chefe ou professor", sugere Camila.

2. Tenha iniciativa

Sem iniciativa, o mentor dificilmente virá até você. "Se você quer convencê-lo a te ajudar, tem que dizer quais são as suas intenções, ser transparente", diz Camila. Encontrar o mentor ideal pode ser um desafio, mas depende da atitude do empreendedor. "Hoje tem ferramentas que podem ajudar bastante, como redes sociais, em que ele pode achar alguém que tem o perfil e a experiência que possa complementar. Mas tem que ter cara de pau e mandar uma mensagem", ensina Spina. Não esqueça de ser objetivo na mensagem e indicar bem o que procura.

3. Cheque a disponibilidade

Seja um executivo ou um professor, o mentor costuma ter várias outras atividades e é preciso ter certeza de que ele pode dedicar algum tempo ao relacionamento. A frequência das conversas, por exemplo, pode ser definida previamente. "É importante para não criar falsa expectativa mútua", diz Spina.

Segundo Camila, muitos mentores aceitam colaborar, mas não cumprem o prometido. "Se você quer ter uma efetividade, é importante definir as regras antes. É bom estabelecer encontros pelo menos uma vez por mês que ele possa passar as experiências e orientar", explica.

4. Mostre a oportunidade

Durante o processo de convencimento do mentor, mostre como o projeto tem potencial. "A partir do momento que quer trazer uma pessoa, é importante identificar as áreas de interesse e oportunidades desse mentor. Você precisa se tornar uma pessoa interessante para ele", indica Camila.

5. Busque experiência

Na hora de definir o mentor, procure alguém que tenha alguma familiaridade com o seu projeto. "Essa pessoa tem que ter tido o mínimo de sucesso no campo do seu interesse. Ela tem que ter comprovado resultado, não precisa ser rico nem famoso, mas deve ter alguns anos de experiência a mais que você", diz Camila.

O mentor deve ser alguém que legitimamente queira te ver crescer e prosperar. "Às vezes, você vai atrás de grandes empresários que tiveram sucesso, mas com ego inflado ou atitude oportunista", indica a investidora.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/startups/noticias/como-conseguir-um-mentor-para-sua-startup

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7 regras do Vale do Silício que nossas startups podem copiar

23/8/2013

Especialistas falam sobre que tipo de comportamento e atuação os empreendedores de lá costumam ter que os brasileiros poderiam copiar.

Investidores, empreendedores e boas ideias. O Vale do Silício, nos Estados Unidos, ficou conhecido por reunir em um mesmo local as condições ideias para que startups e inovadores pudessem se desenvolver. Com características muito particulares, não é simples reproduzir em outros cantos do mundo o mesmo ambiente. Mas, com apoio, é possível estabelecer ambientes favoráveis para o desenvolvimento de novos negócios.

Camila Farani, diretora da Gávea Angels e co-fundadora da Lab 22, tem investimento em startups no Brasil e no Vale e acredita que isso ajuda a entender como melhorar o mercado nacional. "Isso acaba dando uma riqueza muito grande e a gente consegue entender onde está o berço desse sistema, consegue fazer um cruzamento com nossos empreendedores", indica.

Para Cassio Spina, investidor-anjo e fundador da Anjos do Brasil, a união de agentes importantes possibilitam tanta inovação e empreendedorismo. "O Vale do Silício é um ambiente hoje muito consolidado. Tem todos os agentes importantes muito conectados e bem desenvolvidos: o ambiente universitário de pesquisa, empresas de tecnologia de ponta que ajudam o potencial empreendedor a ter experiência profissional e o ambiente de investimento", explica.

Veja quais regras vigoram no Vale do Silício que poderiam ser seguidas também no Brasil para ter um ambiente melhor para startups.

1. Entenda o empreendedorismo

Uma cultura empreendedora não nasce da noite para o dia, mas pode ir sendo desenvolvida aos poucos. "O americano estuda empreendedorismo nas bases, é um movimento de início. Isso gera alguma deficiência e atraso aos nossos empreendedores", explica Camila.

Buscar capacitação, pesquisar e mapear o mercado são formas de se manter em contato com o empreendedorismo.

2. Busque oportunidades

O empreendedor do Vale está o tempo inteiro fazendo mapeamentos, entendendo onde pode melhorar e onde estão as grandes oportunidades. Esse é um fluxo contínuo, segundo Camila. "Eles estão sempre tentando entender onde eles teriam uma vantagem competitiva. Aqui, somos muito mais estimulados em copiar, adaptar, e não entender qual a vantagem competitiva. Diferenciação é tudo no negócio", diz a investidora.

3. Valide sua ideia

Uma ideia não vale nada se não se provar útil e vantajosa para o seu público. "O que a gente vê lá é que o empreendedor tem um trabalho prévio antes de levar o projeto para o investidor ou para o mercado. É um trabalho de preparação do seu projeto", indica Spina.

Esse processo não é apenas de planejamento, mas também de validação de suas hipóteses. "Eles têm muita validação perante o público potencial, vão atrás, conversam com muitos que atuam nesse mercado ou com clientes potenciais pata ter uma visão muito claro do que o mercado quer", indica.

4. Não fuja de metas claras

Não é preciso ter metas para os próximos cinco anos, mas pelo menos um ano de objetivos bem definidos pode ser útil. "Pela cultura que ele vive, pela organização, o empreendedor tem metas muito claras. No mercado brasileiro, ele se perde nas metas. Quando está atribulado com vários outros assuntos e funções ele acaba se perdendo da parte estratégica", diz Camila.

Focar naquilo que realmente é prioridade é essencial. Se não conseguir se dividir entre operação e estratégia, vale a pena ter alguém para equilibrar esta equação.

5. Tenha mentores

Prática muito comum lá fora, poucos brasileiros buscam mentores para suas startups. "Uma coisa muito comum quando vai começar, além de definir os cofundadores, é buscar mentores para o negócio que sejam complementares ao seu próprio conhecimento", indica Spina. Vale procurar um ex-chefe, um colega ou mesmo um executivo mais experiente que esteja disposto a participar do projeto.

6. Seja dinâmico

Estar pronto para reagir em situações adversas depende de flexibilidade. "Em um mercado dinâmico, como o de tecnologia, seu negócio pode parecer sustentável hoje e ser obsoleto no outro dia. Os empresários do Vale se tornam flexíveis", diz Camila. Para isso, ela explica que é preciso aceitar o ‘não’, interagir com as pessoas e criar um ambiente de trabalho onde as ideias vão ser sempre bem vindas.

7. Aprenda a conviver com o fracasso

Nos Estados Unidos, o fracasso em um projeto pode ser visto com bons olhos, como um sinal de experiência e aprendizado. No Brasil, os empreendedores ainda não convivem bem com isso. "O erro não te define, ele vai te refinar. O medo do fracasso não pode te impedir de tentar algo novo. Se as coisas não funcionarem, adapta, recarrega e tenta novamente", define Camila.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/startups/noticias/7-regras-do-vale-do-silicio-que-nossas-startups-podem-copiar?page=1

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Sobre a Autora Sobre o Blog
Diretora do Gávea Angels, primeiro grupo de investimento-anjo do Brasil, Co-fundadora da Lab22, gestora de startups do Rio de Janeiro, Ex-diretora do Grupo Mundo Verde, Consultora da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Membro do Conselho de Jovens Empresários FIRJAN e FIESP, Vice- Presidente do Conselho de Pequenas e Médias Empresas da ACRJ. Advogada, com MBA em Marketing pela PUC-RJ , especialização em High Growth Business, pela Babson College e Customer Development em Stanford, empreendedora serial, fundadora e CEO do Grupo BOXX, focado em soluções de alimentação para o varejo e serviço há mais de 15 anos. Pense grande: nos negócios e na vida. Esse blog fala do ecossistema de startups e empreendedorismo de alto impacto.


28/6/2013

6 palavras que ajudam a vender sua ideia a um investidor

Por Priscila Zuini - EXAME

Na hora de buscar um investimento, veja quais abordagens costumam conquistar os investidores

Quase todo empreendedor fica animado na hora de falar do seu negócio. Na hora de encarar os investidores, no entanto, é precisa saber vender bem sua ideia e aproveitar o tempo para falar só o que interessa. "Se possível, ele tem que fazer uma boa lição de casa e ter preparado bem o pitch dele para destacar os principais pontos que podem conquistar a atenção do investidor", diz Cassio Spina, presidente da associação Anjos do Brasil.

Quando o contato é pessoal, em um evento, por exemplo, o investidor-anjo precisa conseguir interpretar bem a relação do empreendedor com a startup. "O empreendedor que consegue uma abordagem direta a gente sempre dá mais um pouco de relevância, porque consegue ver o famoso brilho nos olhos, o entusiasmo, o nível de relação interpessoal e o comprometimento", diz Camila Farani, investidora-anjo da Lab22 e da Gávea Angels. Veja abaixo seis dicas de como abordar o investidor para vender bem a sua ideia.

1. Problema

Durante a conversa com os investidores, é importante começar com o problema que a startup identificou. "Todo pitch deve começar demonstrando a oportunidade que ele vai buscar atender, que problema o produto ou serviço dele vai resolver que não é bem atendido nesse momento", indica Spina.

Por isso, fale do problema antes de partir para a operação em si. "A primeira coisa é explicar exatamente o problema que o produto resolve. O investidor compra a solução. Eu preciso entender porque seus usuários vão comprar o produto", indica Camila.

2. Solução

Com o problema devidamente apresentado, é hora de falar sobre a sua solução. "Depois da necessidade, já engata imediatamente qual é a proposta que ele vai dar, destacando a inovação que a solução dele tem em relação ao que já existe no mercado", ensina Spina.

A maneira de fazer isso pode depender do perfil do investidor e da startup. "Eu gosto muito quando ele conta uma história, quando ele explica como pensou o modelo de negócio contando uma história", opina Camila.

3. Mercado

Demonstrar que conhece bem o mercado também ajuda a conquistar o investidor. "Como a empresa está em um momento inicial, o histórico dela de receitas e transações é novo. A gente quer mesmo ouvir os números do seu mercado", diz Camila.

Uma pesquisa bem feita para dimensionar quem é o seu consumidor faz com que o investidor entenda melhor o negócio. "O empreendedor demonstra que já conhece o mercado, ou porque já trabalhou nele ou porque fez uma boa pesquisa", explica Spina. Fale sobre as pessoas que conheceu na área, os eventos que participou e os potenciais clientes que já conversou.

4. Equipe

Nenhuma startup se desenvolve só com o empreendedor. A equipe é extremamente importante para fazer o negócio dar certo e também interessa ao investidor. Por isso, fale brevemente sobre quem são as pessoas que participam do projeto. "Faça uma apresentação muito sumária de quem é o time empreendedor, contando a experiência e a função de cada um no negócio", indica Spina.

5. Protótipo

Ter um protótipo para mostrar aos investidores pode causar uma boa impressão. "Uma coisa muito boa é ele fazer um protótipo para demonstrar o que vai conseguir executar", diz Spina. Segundo ele, fica mais fácil para o investidor entender a ideia e avaliar a capacidade de execução do empreendedor.

6. Empreendedorismo

Não esconda sua vivência empreendedora dos investidores, mesmo que alguns negócios não tenham dado certo. Para Camila, entender como o empreendedor lida "no mundo real" com o negócio tem muito valor na análise. "A gente entende que ainda existe uma cultura de que o insucesso é tipo como fracasso. Nos Estados Unidos, que tem um mercado de empreendedorismo mais avançado, eles encararam a falha como um processo e um obstáculo a ser vencido", diz Camila.

Fonte: http://exame.abril.com.br/pme/startups/noticias/6-palavras-que-ajudam-a-vender-sua-ideia-a-um-investidor

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26/6/2013

Quem são os ‘anjos‘ que multiplicam o lucro das startups

Por Taís Laporta - iG

Eles têm dinheiro e estão de olho em ideias inovadoras e com potencial de retorno de até 50 vezes o capital investido. Os investidores-anjo movimentam quase R$ 500 milhões no Brasil.

Aos 16 anos, a estudante Camila Farani começou a trabalhar como caixa de uma charutaria no Rio de Janeiro. Hoje, a advogada e empresária de 31 anos é também a primeira investidora-anjo do Brasil a injetar seu capital em duas startups. Ela e outros 6.300 ‘anjos’ brasileiros já aplicaram quase R$ 500 milhões em novas empresas até o ano passado, segundo a Anjos do Brasil, entidade que fomenta este tipo de investimento no País.

Mais comum nos EUA - onde há pelo menos 268 mil investidores-anjo - a aposta em empresas embrionárias, com propostas inovadoras, surge como alternativa a investimentos tradicionais, como o mercado de capitais. "O potencial de retorno é de até 50 vezes o capital investido, maior do que qualquer investimento disponível no mercado. Mas o risco também é maior", explica Cássio Spina, fundador da Anjos do Brasil, empresário e investidor.

O número de ‘anjos’ no Brasil saltou 18% em 2012 ante o ano anterior. São pessoas com capital consolidado, dispostas a vê-lo crescer junto a novas empresas. Eles possuem entre 30 e 60 anos, fizeram curso superior e especializações e costumam ter forte espírito empreendedor, segundo Spina. Muitos deles já são empresários, outros são executivos de grandes empresas e alguns, profissionais liberais, como médicos e advogados.

Os ‘anjos’ costumam reservar entre 5% e 10% do seu patrimônio pessoal para o crescimento das empresas, mas o valor pode variar. De acordo com Spina, que acompanha grupos de interessados por todo o Brasil, mulheres ainda são minoria absoluta.

A vontade de empreender, no entanto, levou Camila a ser exceção neste meio. Do primeiro emprego ao topo do pedestal, ela tornou-se sócia minoritária do grupo Boxx com 21 anos e fundou a Farani Fresh Food, uma rede de alimentação saudável.

A vivência de empresária no setor incentivou Camila a apostar na startup Easy Food, focada em educação nutricional e otimização de estabelecimentos de consumo em escolas. "A experiência de campo é decisiva para o desenvolvimento do novo negócio, quando o cenário de incerteza é predominante", acredita.

Camila também adotou o projeto Hotelli, uma plataforma com hotéis e pacotes com preços corporativos, até 70% menores que agências e sites de viagens. Ainda embrionárias, as empresas nas quais ela apostou recebem não só dinheiro, mas orientação e capacitação. "Pretendo auxiliar os empreendedores a desenvolverem seus modelos de negócio, ajudando-os a se tornarem grandes líderes", conta a investidora.

Atratividade

A realização pessoal do investimento-anjo é o maior atrativo do negócio, junto ao retorno financeiro, na visão de Spina. "O papel dos ‘anjos’ é também ajudar o empreendedor a construir o negócio e ser um conselheiro. É um sócio que não apenas coloca dinheiro na empresa, mas se dedica ao seu crescimento".

Mas antes de apostar em uma startup, os ‘anjos’ avaliam se a proposta é de fato inovadora - e se for inspirada em modelos de outros países, que seja nova em território nacional. Se for parecida com modelos já existentes, deve ter algum diferencial, além de potencial de retorno financeiro e demonstração de que a ideia funciona: se já houver algum retorno financeiro ou for possível comprovar a adesão inicial do público, a proposta ganha pontos com os investidores.

De executivo a empreendedor

Após 13 anos como executivo da Vale, Aracruz e Fibria-Votorantim, Marcos Barcelos decidiu investir seu capital em duas startups, ainda embrionárias. "Sempre investi no mercado financeiro, com o intuito de poupar, e assim consegui ter a liberdade de entrar no mundo do empreendedorismo", conta.

O ‘anjo’ de 36 anos uniu-se a dois grupos de três investidores para apostar em uma startup ligada ao mercado financeiro, e outra a serviços gerais, ambas embrionárias. "As duas propunham inovações que me atraíram pelas perspectivas de retorno e proposta de produto, além do bom relacionamento com o empreendedor, que considero fundamental. Sinto-me como dono do negócio". Além do investimento, ele também pretende abrir duas startups próprias.

Idade não é empecilho para empreender

A gerente de gente e gestão da Ambev, Carolina Augusta, conta que sonhava em investir em empresas desde os 20 anos. Hoje aos 26, ela tornou-se membro da Anjos do Brasil e avalia como aplicar seu capital, parte dele recebido de herança.

Formada em relações internacionais, Carolina acredita que o mundo acadêmico e profissional forneceu a base para ingressar no empreendedorismo. "É muito importante trabalhar numa grande empresa antes de empreender, porque você cria uma visão sistêmica, desde conhecimento de todas as áreas, gestão de metas e de passivos trabalhistas, que geram grande impacto em qualquer negócio", conta.

Hoje Carolina prospecta ao menos cinco propostas de negócios para os próximos três anos, e já entrou como sócia no projeto de uma lanchonete, apesar de não acompanhar de perto os negócios da empresa. "Tive dificuldade em ingressar no universo de investimentos-anjo, no início, devido a minha idade e ao capital limitado que possuía frente outros investidores", conta.

Carolina ainda estuda se vai abrir sua própria startup com aporte de investidores-anjo, ou se pretende apostar como ‘anja’ em uma proposta de negócio que se interessou. Mas já tem várias ideias na gaveta. Ela planeja investir nos setores de moda, alimentação ou educação. Também pensa em um aplicativo para redes móveis ligado a saúde e esportes e, num futuro mais distante, sonha em empreender no comércio de cães e gatos de raças raras no Brasil. "Este é um gosto pessoal que gostaria de realizar no longo prazo", diz.

Ela considera que o investimento-anjo em grupos enriquece o negócio, além de aumentar o aporte e minimizar os riscos. "Investidores de perfis diferentes podem se complementar. Enquanto um prioriza metas e resultados financeiros, o outro cuida da parte criativa do negócio".

Barreira jurídica

A ideia é não só injetar capital para o negócio deslanchar, mas acompanhar o desenvolvimento da startup e tornar-se um mentor do empreendedor, segundo o fundador da Anjos do Brasil. Alguns investidores esperam a empresa crescer para vender sua parte e realizar os lucros. Outros assumem o projeto e permanecem como orientadores permanentes após a empresa deslanchar.

Spina conta que os setores que recebem mais aportes de ‘anjos’ atualmente são de tecnologia da informação, empresas ligadas a internet e serviços móveis, como aplicativos. "Mas há também muita gente investindo na área educacional e de saúde, por exemplo". O investidor-anjo costuma apostar na área que conhece como executivo ou acadêmico, mas o interesse pessoal também faz o gosto dos investidores.

Para o número de ‘anjos’ avançar no Brasil, Spina acha necessário superar barreiras que ainda afugentam grande parte dos interessados neste mercado. "Potenciais investidores ainda têm receio de comprometer seu patrimônio com eventuais passivos da empresa", afirma.

O empresário considera que as empresas de capital fechado deveriam ter a mesma regulamentação jurídica das do mercado de capitais. "Os acionistas não respondem por todos os passivos das empresas de capital aberto", exemplifica.

Fonte: http://economia.ig.com.br/financas/seunegocio/2013-06-26/quem-sao-os-anjos-que-multiplicam-o-lucro-das-startups.html

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26/04/2013

Ser anjo de startup ficou mais fácil para executivos

A advogada Camila Farani, carioca de 31 anos, sempre teve boa parte dos investimentos em uma carteira de renda fixa. Mas isso contrariava seu perfil. Camila gosta de arriscar, e os CDBs, a caderneta de poupança e o Tesouro Direto não lhe diziam muito. Só deixava sua reserva em investimentos conservadores porque nada mais no mercado lhe agradava.

Nem a bolsa, que, apesar do alto risco, não vinha entregando bons resultados. Mulher de negócios, Camila toma decisões rápidas, fala com assertividade e não tem medo de errar. Sofre de insônia e aproveita as noites em claro para repensar estratégias, fazer contas e organizar as finanças.

Camila se tornou sócia da empresa da mãe, a Boxx, especializada em alimentação coletiva, cafeterias e eventos na cidade do Rio de Janeiro. Ela poderia ser só mais uma herdeira no mundo dos negócios, mas resolveu investir e ousar nas aplicações.

Há três anos, chamou a atenção da rede de produtos naturais Mundo Verde, que a convidou para ser sua diretora executiva. Ao mesmo tempo, um amigo lhe ofereceu a chance de virar um investidor-anjo — a pessoa que investe em startups.

Camila achou a ideia interessante e foi ver como funcionava. "Aceitei o risco", diz. De cara, ela investiu cerca de 300 000 reais em cinco empresas de pequeno porte, porém com grande capacidade de crescimento, em áreas como hotelaria e nutrição, cujo segredo era a inovação tecnológica. "Eu queria fugir da renda fixa, a bolsa está sem graça e acabei entrando no mundo dos profissionais que investem em pequenos negócios", diz Camila.

A advogada carioca está entre os mais de 6 300 investidores que procuraram uma alternativa às aplicações de mercado. O curioso é que há pouco mais de três anos era preciso pelo menos 500 000 reais para poder investir como anjo. Esse tíquete médio de entrada caiu sensivelmente, o que possibilita a entrada de mais gente. E as pessoas estão chegando.

Engenheiros, advogados, administradores, publicitários e até empreendedores resolveram apostar nessa história, mas sem abandonar sua profissão. O cenário incerto da bolsa, que apresentou crescimento de 1% em 2010, queda de 18% em 2011 e rentabilizou só 7% no ano passado, contribui para isso. Na impossibilidade de ganhar grana com a compra e venda de ações, a saída é buscar alternativas — com alto risco também, é certo — para ganhar dinheiro.

Há uma boa diferença entre o investidor-anjo e o investidor tradicional, conforme explica Cassio Spina, fundador da ONG Anjos do Brasil, em seu livro Investidor-Anjo (Editora nVersos). O anjo é uma pessoa física que coloca parte de sua reserva em uma nova empresa. Ele aplica e acompanha o desempenho do empreendedor.

Pode ser mais ativo (participar de reuniões, prestar consultoria, acompanhar o balanço) ou passivo (apenas se informar por e-mail). Já o investidor tradicional, aquele que compra um título de banco, por exemplo, tem uma relação mais capitalista e distanciada da aplicação. Em geral, esse investidor atenta só para o resultado financeiro. Ele tem uma ideia de como a carteira é composta, mas normalmente desconhece o nome do gestor do fundo.

Nos últimos anos, cresce mais expressivamente o volume de dinheiro aplicado por essas pessoas no país. Segundo levantamento da Anjos do Brasil, profissionais liberais, executivos e alguns pequenos fundos injetaram 495 milhões de reais em empresas de pequeno porte no ano passado. Isso representou um crescimento de 10% sobre 2011.

Nos Estados Unidos, berço desse tipo de investimento, os números são bem mais gordos. De acordo com dados da Angel Capital Association, 225 000 investidores-anjo investem cerca de 20 bilhões de dólares por ano. A verba é destinada a 55 000 negócios que estão abrindo as portas ou em estágio inicial de operação.

Foi por causa desse cenário que Camila optou por essa modalidade de investimento. Além do sobe e desce da bolsa, outro ponto contou a favor. "Gosto de acompanhar minhas empresas de perto. Sou uma investidora bem ativa", diz a advogada. Camila também está atenta a pesquisas que mostram que, de cada grupo de cinco empresas pequenas, três quebram, uma oferece um retorno pífio e a quinta dá lucros surpreendentes, de até 50 vezes o que foi investido nela própria.

"E o melhor é que ninguém precisa injetar milhões de reais em uma operação. Vale a pena, ainda que o retorno demore cinco anos ou mais e o risco seja grande", afirma. Hoje sua carteira está distribuída da seguinte forma: apenas 30% em renda fixa e o restante em empresas pequenas. E ela ainda encontra tempo para comandar a Boxx. "Faço as duas coisas que mais gosto: empreender e arriscar." O que, no fundo, no fundo, é a mesma coisa.

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-voce-sa/edicoes/178/noticias/ficou-mais-facil-ser-anjo

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22/3/2013

O DNA do empreendedor

Muitas vezes me perguntam qual o perfil ideal de empreendedor para um negócio ter sucesso, seja em uma startup voltada a área de tecnologia no universo on-line e até mesmo em empresas do mundo off-line. Invariavelmente as respostas são sempre as mesmas: determinação, coragem, pró-atividade, visão de liderança e persistência.

Na verdade essas características seguem quase um inconsciente coletivo que nada mais é que um padrão de mente coletiva que fora disseminado por dezenas de milhares de pessoas ao longo de décadas, atingindo em um determinado momento uma "verdade coletiva", que não necessariamente retratam a realidade da época que vivemos.

Esse é um questionamento que ronda a cabeça, constantemente, de todos aqueles que não só empreendem, mas também investidores de todos os níveis, dada a velocidade de negócios que são gerados a cada segundo no mundo.

Para desbancar esses mitos acerca do perfil empreendedor, a Founder Institute, aceleradora com missão de globalizar os conceitos de Silicon Valley, por meio de rodadas de criação de startups em mais de 50 cidades mundo afora, promoveu um interessante estudo para dissecar o DNA do empreendedor.

O mito de que personalidades como Mark Zuckerberg e Steve Jobs, no auge dos seus 20 anos, com personalidades rígidas e egos altos foram descontruídas através dessa pesquisa feita nos últimos 3 anos, com mais de 15.000 candidatos do ecossistema empreendedor e 1.500 fundadores de startups, onde realizou-se uma bateria de testes de personalidade e aptidão para ver onde esses traços impactam no crescimento da receita e tração de mercado.

Com base nisso, o resultado abaixo demonstra novas abordagens que merecem nossa atenção:

Grandes empreendedores:

  • Experiência profissional - vivência no mundo real, idade superior a 28 anos e focado na entrega de resultados.
  • Mente aberta - positividade, adaptação, procura por novos desafios e curiosidade.
  • Flexibilidade - empatia, consideração, pensamento em equipe, integridade.
  • Inteligência para fluir - pensamento abstrato, lógica e reconhecimento de novos padrões

Fracos empreendedores:

  • Comportamento predatório - impositivo, acha que sabe de tudo.
  • Desculpas - falta de compromisso com a execução e entrega de resultados.
  • Enganoso - demonstra falsidade e desperta dúvidas no seu discurso.
  • Instabilidade emocional - altos e baixos psicológicos que afetam o dia a dia do negócio.
  • Narcisismo - ego inflado, preocupação demasiada por si próprio, considerando-se superior a todos.

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19/2/2013

Como desenvolver seus clientes

Sabemos que uma startup é uma empresa elaborada para oferecer um produto ou serviço novo, repetível e escalável, em condições de extrema incerteza. Dessa forma ela não pode ser gerida do mesmo jeito que uma companhia já existente. O motivo é que, como a definição mostra, quase tudo é desconhecido. Mercado alvo, estratégias de precificação, composto de marketing e até as peculiaridades do produto são incógnitas ao passo que numa companhia quase tudo é oferecido.

O grande desafio das startups é encontrar mercado para o produto adequado. E é exatamente aí que entra o modelo de Desenvolvimento de Clientes proposto por Steve Blank. Após uma série de pesquisas sobre startups bem sucedidas, ele identificou que elas alcançaram o sucesso por terem sido capazes de encontrar o produto/mercado ideal. Visando entregar aos empreendedores um processo para minimizar os riscos de mercado, Blank desenhou um processo para ser realizado paralelamente ao desenvolvimento do produto.

Por essência o desenvolvimento de clientes é uma metodologia para a startup achar o produto/serviço para um mercado carente. O empreendedor deve o quanto antes buscar validar suas hipóteses fundamentais do mercado por meio de quatro passos:

1. Diagnóstico da necessidade do cliente
Checar se o produto proposto atende de forma satisfatória a "dor" do cliente. Nada mais é do que testar hipóteses de mercado pelos fundadores. A pergunta de ordem é: os clientes querem o seu produto?

2. Validação pelo cliente
Comprovar o processo de vendas, distribuição do produto e como ele gera valor, onde se desenvolve um modelo de negócio replicável e escalável. Leva-nos a seguinte indagação: os clientes efetivamente pagarão pelo seu produto?

3. Criação de demanda
Nesta fase deve-se escalar as áreas de marketing e vendas. Esta fase também pode envolver o desenvolvimento de um mercado adjacente ao que o arranque foi originalmente formado para servir. O Facebook passou por uma transição desse tipo, pois sua participação era inicialmente restrita a estudantes de Harvard.

4. A construção da empresa
Uma startup deixa de ser uma startup quando cessa sua fase de pesquisa, finalizando a transição de uma organização focada no aprendizado para uma focada na execução. É a fase onde a empresa tem o desafio de crescer e chegar ao grande público. Especialmente aqui no Brasil, onde os investidores são mais avessos ao risco, também é a hora mais indicada para buscar aporte financeiro.

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21/1/2013

Principais erros de empreendedores na hora de escalar

Temos notado uma crescente onda de surgimento de startups ao longo do mundo. Uma série de grandes negócios que começaram como pequenos negócios vêm inspirando e atraindo investidores com as mais variadas experiências dinamizando e contribuindo para um aquecimento financeiro a respeito do ecossistema de startups.

Por um lado, o aporte de capital, que antes era mais difícil de ser alcançado hoje vem aumentando pois oferece a um investidor uma possibilidade de capilarizar seu portfólio de investimentos. Por outro lado, o empreendedor notando uma ilusória facilidade em atraí-lo tende a acreditar que sua escalabilidade encontra-se em obter mais dinheiro.

Aí onde se encontra o engano. Segundo dados da Forbes, através de uma recente pesquisa com 3200 startups foi concluído que 70% das mesmas não vão a frente por conta de uma escala prematura, ou seja, elas tentam escalar cedo demais. Aliás, a escalabilidade precoce também é causadora da morte de inúmeros novos projetos no mundo dos negócios como um todo.

Nessa linha, um erro bastante comum é a não atenção ao fluxo de caixa. A saída e a entrada de dinheiro do caixa da empresa devem ser analisadas com total cuidado obedecendo a prioridades e necessidades do negócio. Contratação de pessoal, gastos excessivos com marketing, novas estruturas de escritório são alguns dos gastos mais comuns que o empreendedor realiza antes de buscar o produto/mercado ideal. Não se trata de fazer as atitudes certas, mas sim de fazê-las na ordem certa

E é sobre essa incessante busca que recai o erro número um do empreendedor na hora de escalar. Aprender bastante com o mercado e direcionar o produto para atender uma necessidade real, mesmo com as limitações do produto mínimo viável de uma startup deve ser o foco obsessivo na cabeça do gestor do negócio, pois é ele que vai nortear seu crescimento orgânico gerado através de uma proposta de valor clara para um grande problema de mercado.

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15/1/2013

7 setores aquecidos para startups no Brasil: as tendências para startups

Levando-se em consideração que a grande quantidade de informações que está sendo gerada a cada dia vai influenciar diretamente novas oportunidades de negócios, entende-se que muitas startups na área de TI sejam criadas em todo mundo para dar conta da demanda. Nessa linha, entender algumas sugestões de setores se faz essencial para quem deseja criar uma startup em 2013:

1) Mobilidade: As pessoas consomem produtos e serviços em qualquer lugar a qualquer hora. No próximo ano, os telefones celulares vão ultrapassar os PCs como dispositivo mais comum de acesso à web em todo o mundo e os tablets, em três anos, representarão 50 % do embarques de laptops, segundo o Gartner. Adotar novos canais ligados a tecnologia digital e mobilidade se faz necessário para que possamos acompanhar de perto esse fenômeno.

2) Nuvem pessoal substituindo computador pessoal: A nuvem vai abrigar todos os cenários da vida de uma pessoa. Com um sistema que engloba recursos vastos e infinitos, sua capilaridade torna-se ilimitável fazendo com que os setores de TI suportem uma grande demanda.

3) Modelo próprios de compra coletiva: a fragmentação dos mercados já é uma realidade em praticamente todos os setores onde muitas empresas brasileiras que operam no B2C ou B2B já perceberam que para atender de forma diferenciada os clientes C, D ou continuam na mão dos distribuidores, ou criam novas experiências/modelos próprios de distribuição que incluem compra coletiva ou serviços agregados.

4) Big Data estratégico: Big Data é o conjunto de soluções tecnológicas capaz de lidar com dados digitais em volume, variedade e velocidade inéditos até hoje. Na prática, a tecnologia permite analisar qualquer tipo de informação digital em tempo real, sendo fundamental para a tomada de decisões. As companhias vão incorporar a análise da grande massa de dados em mais atividades que desempenham.

5) Plataformas de relacionamento: os tradicionais sistemas de CRM e programas de relacionamento tem sido substituídos por plataformas (ou portais) de relacionamento com mais valor agregado para os clientes via aplicativos e espaços interativos para colaboração. A inspiração vem das plataformas iTunes/iCloud (da Apple), Google e Facebook.

6) Energia: desde a Eólica,Solar como a indústria do Petróleo criando novas tecnologias que visem aumentar a sua eficiência, mitigando riscos e reduzindo seus custos haja visto a demanda de serviços inovadores ligados ao pré-sal para viabilizar sua exploração.

7) E-commerce: O crescimento das vendas online é notável e irreversível, e tende a se manter não só em 2013 como nos próximos anos também. O aumento da competividade faz com que as perspectivas para 2013 caminhem em duas direções: Um planejamento estratégico mais apurado e competente para atacar de forma certa um mercado em fase de maturação além de uma maior profissionalização, aumento da flexibilidade tecnológica das plataformas, surgimento e consolidação de empresas fornecedoras especializadas, e investimentos em web analytics como diferencial competitivo.

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11/1/2013

5 principais características de uma startup: quais são os aspectos que definem o que é uma startup

Diante de uma crescente proliferação do termo startup, algumas definições com relação ao tema vêm sendo colocadas em questão. Alguns defendem que qualquer empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Porém com a crescente demanda do mercado de Internet, cada vez mais empresas estão nascendo com caráter tecnológico com as seguintes características abaixo:

1) Crescimento rápido: encontrando um produto/serviço que venha a suprir um grande problema a um determinado público e que este público represente um mercado suficientemente grande estamos diante de um potencial crescimento ágil e veloz.

2) Repetição: capilarizar o mesmo produto, entregando-o com os mesmos padrões, em escala potencialmente ilimitada, fazendo com que adaptações, alterações se tornem menores tornando sua repetição com maior abrangência.

3) Escalabilidade: significa reproduzir repetidamente, crescendo cada vez mais. Crescer em receita, aquisição de usuários sem demandar recursos na mesma proporção do seu crescimento. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza.

4) Modelo de Negócios Consistente: significa como a startup gera valor para seu público de interesse e através dele transformando seu trabalho em dinheiro.Com um modelo de negócio utilizando as premissas certas, após a validação do mercado e seu tamanho estamos diante de uma startup com potencial sucesso.

5) Cenário de Incerteza: Como todo negócio não há como se garantir que aquele modelo de negócio irá dar certo. O mercado muda constantemente, bem como os anseios e desejos das pessoas em geral. Entender esse contexto arriscado e incerto torna-se cada vez mais importante para as startups.

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8/1/2013

Os principais erros das startups brasileiras: o que elas costumam fazer de errado que os gringos não fazem

1) Empolgação: Um erro que chama atenção é quando o empreendedor de uma startup brasileira inicia seu negócio pela ideia, levado por um momento de entusiasmo e não por identificar uma oportunidade. É importante verificar o mercado, para que o negócio surja conforme a demanda do mesmo.

2) Ser pioneiro: os brasileiros acreditam que ter um modelo de negócio pioneiro irá garantir o sucesso imediato. Errado. Muitas vezes lançar um produto que já se encontra em "prateleiras", evita cometer falhas de um iniciante. Esse erro é muito cometido pelas startups brasileiras, uma vez que culturalmente são levados pelo ego de ser o primeiro a " explodir" no mercado com produtos inovadores.

3) Ansiedade: é outro erro grave das startups brasileiras. Com o desejo de se lançar logo no mercado, fica a falha do estudo profundo sobre o mercado e assim lançam-se sem a preocupação se é o momento certo economicamente, e a consequência disso é o um resultado negativo perante ao esperado.

4) Não estudar o mercado: as startups estrangeiras tem como modelo o estudo profundo do mercado, a demanda atual dele, organização de ideias e o foco no negócio que irão investir, tendo assim uma grande chance de obter o sucesso.

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4/1/2013

6 Livros para empreendedores se inspirarem

A Startup Enxuta (Lean Startup) - Eric Ries

Oferece uma metodologia para desenvolver o produto/serviço e evitar criar algo que ninguém quer. Eric acredita que os empreendedores podem evitar fracassos se descobrirem o que os clientes realmente querem.

A Estratégia do Oceano Azul - W. Chan Kim | Renée Mauborgne

Este livro apresenta uma nova maneira de colocar em prática a estratégia, resultando em uma criação de novos espaços (o Oceano azul) e uma separação da concorrência (o Oceano vermelho). Os autores estudaram 150 ganhadores e perdedores em 30 indústrias diferentes e viram que explicações tradicionais não explicavam o método dos ganhadores.

Perdendo minha virgindade - Richard Branson

Em 25 anos de carreira, Richard Branson criou a marca Virgin e montou sob seu guarda-chuva um grupo de companhias com presença global, mas sem sede central, sem hierarquia de comando e com um mínimo de burocracia. Ensina a empreender com uma linguagem divertida e objetiva.

Startup - Jessica Livingston

Compilação de entrevistas com empreendedores. Os fundadores do Yahoo!, Hotmail e muitas outras empresas oferecem perspectivas muito interessantes sobre as vitórias e desafios associados a começar o seu negócio.

Startup Brasil - Pedro Mello e Marina Vidigal

Com uma estrutura similar a obra Startup, mas repleto de histórias brasileiras, o que o torna a leitura muito enriquecedora para nós. O livro conta com empreendedores de vários setores e não só de tecnologia.

Inovação em modelos de negócios - Alexander Osterwalder e Yves Pigneur

Modelos de negócio inovadores são emblemáticos em nossa geração. Ainda assim, continuam pouco compreendidos, ao mesmo tempo em que transformam a atmosfera competitiva nas indústrias. Inovação em modelos de negócios oferece ferramentas poderosas, simples e testadas para compreender, projetar, retrabalhar e implementar esse processo.

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25/12/2012

Os perigos de copiar: quais são os perigos de copiar um modelo gringo

Diante de tantos termos no mundo das negócios, permita-me explicar o que são copycats. Estas são assim chamadas por copiar modelos de negócios que já foram testados e validados em outros países, via de regra Estados Unidos e Europa, para operar em mercados onde ainda não existam.

Qual o problema que há nisso ?

Algumas startups disruptivas alegam que caso forem bem sucedidas fatalmente um novo player irá copiá-la haja visto a não-proteção intelectual sob os aspectos legais do assunto. Outros preferem afirmar que elas não geram valor, tampouco, não contribuem para o fomento da inovação no Brasil.

Existe também uma insatisfação por parte dos empreendedores brasileiros alegando que investidores apenas investem em copycats dessa forma a captação do recurso tem se tornado cada vez mais difícil.

Em contrapartida, cabe analisar que modelos de negócios não são tão facilmente copiáveis. Um ótimo exemplo foi o boom de compras coletivas nos últimos anos cujos números vêm caindo expressivamente restando tão somente aquelas cuja execução se garante de forma consistente e permanente.

Um outro ponto que vale evidenciar é que as copycats não apenas copiam elas inovam também. Alguns aspectos ligados a regionalização devem ser levados em conta para o sucesso do negócio, adaptando condições ambientais e culturais do local. Muitas vezes o empreendedor precisa inovar em diversos quesitos para atingir a demanda local e garantir a sustentabilidade do negócio.

Devemos entender que copiar um modelo estrangeiro faz parte de uma evolução do ecossistema de startups e que isso trará cada vez mais desenvolvimento de potenciais investidores e até dos próprios empreendedores, que aprenderão como criar, validar e mensurar sua startup.

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27/11/2012

7 pontos essenciais para um pitch de sucesso: quais são os principais pontos para apresentar a sua startup

O pitch, termo muito conhecido no Vale do Silício, pode ser traduzido como uma visão geral acerca de um produto ou serviço, cujo projeto é direcionado a potenciais investidores. É um momento único e extremamente importante para o empreendedor, pois ele terá contato direto com pessoas que poderão alavancar seu negócio, bem como uma banca avaliadora e mentores.

Existem alguns quesitos marcantes que o empreendedor precisa focar antes de sua apresentação como deixar o slide deck o mais limpo possível, evitar o uso de animações, treinar o tempo para não ser extensivo e exercitar a postura firme e objetiva. Nessa linha, para embasar seu modelo de negócio, necessário se faz a aplicação do conteúdo a seguir:

1) Identificação do problema/solução: Qual é o mercado e quem é afetado por ele. Descreva o problema de forma sucinta e mostre como sua ferramenta soluciona este problema. Neste momento você está vendendo sua ideia, portanto, seja objetivo e entusiasmado.

2) Mercado: Qual o mercado potencial, seu tamanho local e internacional ? São variáveis relevantes e recentes como faturamento, base de usuários e expectativas de crescimento.

3) Diferencial/Concorrência: O que faz do seu produto ou serviço melhor que a concorrência? Aqui seria um comparativo listando seus concorrentes diretos ou indiretos considerando os aspectos mais significativos e sua vantagem competitiva.

4) Modelo de Negócio: Quanto você cobra pelo seu produto ou serviço ? Que incentivos você oferece ao seu cliente? Relate de forma objetiva como será a monetização do seu negócio e através do que ela se dará.

5) Equipe: É importante conhecer as pessoas envolvidas no projeto e quais são suas credenciais. Vale colocar os feitos marcantes e suas habilidades mais coerentes com sua posição no negócio.

6) Expectativa de crescimento/planos futuros: São as estratégias de crescimento compatíveis com a evolução do negócio, tais como o volume de vendas, usuários e resultados financeiros consideráveis alinhados com o planejamento futuro.

7) Necessidade de capital: Valor de investimento buscado pela empresa que irão cobrir as despesas e determinar sua sustentabilidade por um período determinado.

Por fim, cabe ressaltar que não basta apenas ter conteúdo, é vital ter atitude. Além do tom de voz e postura, o domínio do assunto é de suma valia. Se você está apresentando sua startup, você precisa conhecer e entender sobre o que está falando. Portanto estude sua empresa, o mercado e audiência.

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